• Fabio Ritter

Édson Bastos mostra que vida de goleiro não é fácil

Quem frequenta o Guarda-Metas.com, o lugar de goleiro na web, sabe que sempre digo aqui que quando se escolhe ser goleiro, toma-se uma decisão de risco. Risco, pois ser goleiro significa ser o anti-clímax do futebol. Significa estar sob pressão o tempo todo. Significa não poder errar.

A grande final da Copa Kia do Brasil, na partida entre Coritiba e Vasco, ontem na capital paranaense, foi mais um capítulo dessa história do que é ser goleiro. O bom e regular arqueiro do Coritiba, Édson Bastos, que vinha fazendo uma grande copa, errou na partida decisiva. Em um chute venenoso da entrada da área, o goleiro acabou se passando da trajetória da bola e quando tentou reagir com os pés, já não tinha mais chances de voltar. Errou no deslocamento.


Logicamente, ninguém irá comentar a trajetória errônea que a bola tomou após o chute. Tampouco o fato do campo estar bastante molhado. Isso não interessa. Nem para a imprensa, nem para os companheiros de time e muito menos para os torcedores.

Quando o goleiro erra, não há desculpas. E isso faz parte da profissão mais bonita do futebol. Ser goleiro, significa saber que isso é regra do futebol. Da mesma forma, que só pode 11 jogadores de cada lado. Da mesma forma, que não vale gol de mão. Poderia estar inclusive no livro de regras da FIFA: não se aceita erro de goleiro.

Infelizmente, é assim. Pobre Édson Bastos!

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