• Fabio Ritter

A redenção de JC


Há 3 anos, o Brasil disputava a Copa do Mundo da África do Sul. Quando foi eliminado nas quartas de final, diante da Holanda, muitos da mídia apontaram o goleiro Júlio César como o principal vilão.

Pois bem, culpado ou não por aquele revés, o fato foi que JC passou a não mais ser chamado por Mano Menezes, que tentou uma renovação na posicão.

Com a chegada de Felipão ao comando técnico da Amarelinha, Júlio recebeu nova chance. A falta de um nome de consenso e a boa temporada no QPR fez a nova comissão técnica recorrer ao experiente goleiro.

Com apenas poucos jogos antes da estreia na Copa das Confederacões, já foi possível perceber que ali era a casa de JC. Inclusive comentei aqui no GM como a relação Seleção-Júlio era benéfica para ambos os lados.

Ontem, na partida decisiva diante do Uruguai, pelas semi-finais da Copa das Confederações, o destino fez as vezes de justiceiro e deu ao goleiro brasileiro um episódio de redencão. A defesa do penalti cobrado por Forlan, ainda no início do jogo, foi decisiva para a classificacão do time. JC foi eleito justamente o jogador da partida por essa defesa.

Ao final do jogo, muitos o cumprimentaram, especialmente o parceiro de posição, Jefferson. Na imprensa e nas redes sociais foi visível a gratidão de todos com o goleiro.

Justo, muito justo. Nenhum goleiro no Brasil tem hoje a história que JC teve com a selecão, além de mesclar qualidades técnicas e experiência para atuar com a 1 da Canarinho.

Nada como uma nova chance a quem merece. Que venha a Espanha! Ou Itália!

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