• Fabio Ritter

Adaptação

Sempre quando se chega a um lugar novo de trabalho leva-se algum tempo até se ambientar com os colegas, com o ambiente da empresa, sua cultura e valores. Quando essa mudança é acompanhada de uma mudança de cidade, inclui-se aí hábitos do povo local, expressões e cultura. Por fim, quando se muda de país, além do idioma, se adiciona a essa lista de adaptação, forma de agir, costomes locais e para os jogadores de futebol, modo de jogar, treinar e lidar com os torcedores. Esse é o processo normal de adaptação que um jogador sofre ao mudar de país para tentar a sorte além mares.

O excelente goleiro brasileiro Diego Cavalieri está passando por esse processo na meta do Liverpool, da Inglaterra. Com a função de substituir o titular Pepe Reina em partidas menos importantes, o goleiro tem de entrar com pouco ritmo de jogo além de sofrer com o processo de adaptação citado acima. Não é fácil. São raros os casos de goleiros que saíram daqui diretamente para a titularidade de um gol na Europa sem ter cometido erros até se adaptar plenamente e passar a ter confiança.

Cavalieri falhou em dois gols na partida diante do Tottenham pela Carling Cup. Não tenho dúvida da qualidade dele. Ele mesmo deve saber que falhou. Mas também não duvido que tais falhas sejam normais quando se muda de ambiente. Quando se conheça gente nova. Quando se conheça uma cidade, um país novo. Quando se conheça esquemas táticos novos. Quanto se conheça adversários novos. Quando se conheça maneiras de bater na bola nova.

Isso tudo é difícil, por isso deixo aqui a certeza de que em breve Cavalieri estará adaptado e voltará a ser a muralha que defendeu o gol do Palmeiras.



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