• Fabio Ritter

E se ele fosse com o pé?

Em abril, havia colocado um post sobre o goleiro brasileiro Gomes, do Tottenham, da Inglaterra, em um gol sofrido diante do Real Madrid. Na época questionei se o goleiro não deveria ter usado o pé no gol sofrido diante de Cristiano Ronaldo, pela UEFA Champions League.

Hoje faço novamente essa pergunta, desta vez no segundo gol do Palmeiras, sofrido pelo goleiro Renan do Internacional, na quarta rodada do Brasielirão Petrobrás. Primeiro, convido o blogoleiro a ver o vídeo abaixo:


Repare na distância e na velocidade do chute. Veja também por trás do gol a posição das pernas de Renan em relação a bola e o movimento que ele faz tirando as pernas dessa linha imaginária para praticar a queda rasteira.

Como o chute foi muito forte e rápido, Renan não teve tempo para fazer a queda tecnicamente correta. É aí que entra o improviso. Certamente mais feia, a defesa com o pé, nesse caso, seria mais eficaz, uma vez que o goleiro já estava com o corpo na trajetória da bola. O movimento que ele deveria fazer na defesa com o pé certamente seria mais rápido que a queda rasteira com as mãos. Assim, ele poderia ter evitado o gol.

Por isso que trago esse tema mais uma vez à tona. Infelizmente, não podemos ser 100% técnicos. Um goleiro para ser completo tem de improvisar, pois isso muitas vezes é o detalhe que salva o gol. E como sabemos, nosso papel primordial é sempre evitar que a bola entre. Muitas vezes, não importa como.

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