• Fabio Ritter

Escolas das Américas

A Copa América, que teve início ontem na Venezuela, será uma grande oportunidade para verificarmos como andam as escolas de goleiros pelos países das Américas. Ontem pudemos ver a escola uruguaia, peruana, boliviana e venezuelana.

Com um estilo de jogo parecido, as escolas hispânicas das Américas apresentam características parecidas de fundamentos. A que mais chama atenção são as saídas de gol por baixo em gestos de braços estendidos para baixo ao longo do tronco e joelhos praticamente encostados no chão, como os goleiros de futsal. Tal movimento foi percebido ontem no goleiro da Bolívia, no segundo gol da Venezuela.

Todavia, o que destaco ontem, foi a bela e surpreendente atuação do goleiro peruano Butron. Surpreendente, pois esta sempre foi uma escola de goleiros fracos e que freqüentemente comprometiam suas equipes. Mas ontem, Butron fez belas defesas desmistificando o passado.

O goleiro fez boas saídas pelo alto. Em especial uma de soco no segundo tempo, quando ele estava bastante pressionado pelo atacante dentro da pequena área. Ele conseguiu subir mais que o adversário e com um belo golpe de mão direita espantou o perigo.

Fez outra boa defesa no final do primeiro tempo em chute de longa distância de Estoyanoff. A bola chutada no lado esquerdo alto, foi espalmada para a linha de fundo. Mas a principal defesa veio no início do segundo tempo, quando após um chute sem-pulo do interior da grande área, o goleiro espalmou com as duas mãos a bola que desceu rapidamente e caiu no seu canto direito rasteiro.

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