• Fabio Ritter

Final de semana trágico para a classe

A classe dos goleiros só tem a lamentar pela rodada de final de semana dos campeonatos estaduais. Tanto no Paulista como no Carioca tivemos falhas de pelo menos três goleiros. Júlio César, do Corinthians, Deola, do Palmeiras, e Felipe, do Flamengo, erraram nos gols sofridos nos jogos que culminaram com a eliminação de suas respectivas equipes.

Esta sequência de erros que alertou a mídia serve de exemplo para todos os goleiros do país, sejam iniciantes ou profissionais. Jogar com a camisa 1 é saber lidar com este tipo de adversidade. O erro pesa muito mais em um goleiro do que em qualquer outro jogador. Nosso erro é fatal.

No entanto, saber assimilar estes percalços e dar a volta por cima, mesmo dentro da mesma partida é a qualidade que diferencia um goleiro normal de um extra classe. Assim, manter o equilíbrio nestas horas é fundamental para que se possa triunfar no jogo e na carreira.

Para você que está começando, pense bem para saber se está realmente preparado. Ter de encarar esta dor do erro é o dia a dia de um goleiro.

Especificamente sobre os erros em si, não vou comentar sobre os de Júlio e Deola, pois foram acidentes de trabalho. Erraram o tempo de bola.

Quero falar sobre o erro de Felipe, do Flamengo, no primeiro gol do Vasco. Isto porque venho sempre falando da prática que ele adota de espalmar toda e qualquer bola. Aliás, poucas vezes o vi defender com firmeza e sem rebote uma bola.

O chute de Felipe, do Vasco, era digamos agarrável, não necessitava ser espalmado. No entanto, o goleiro Felipe foi para espalmar, como de praxe faz. Errou ao espalmar fraco e na diagonal para frente. Repare no replay que ele está já ao solo, quando espalma a bola, ou seja, errou também o tempo.

Por isso, que sempre alerto para os goleiros trabalharem fundamento. Bolas defensáveis tem de ser agarradas com firmeza. Apenas os chutes mais fortes ou a queima roupa devem ser espalmados. Espalmar deve ser um recurso extra, não a regra.


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