• Fabio Ritter

Girar ou não?

O professor Marcelo Pires, ex-Vasco, levantou a questão nas redes sociais sobre a defesa de Vladimir no último domingo diante do Corinthians.


Conforme exibido acima, na primeira jogada indicada a Defesa da Semana 9, o goleiro santista executou por duas vezes a técnica do giro para levantar. Sem dúvidas ela auxiliou o goleiro para ganhar agilidade e ter velocidade no lance. Então podemos afirmar que o giro é o único e correto movimento de subida do solo após uma queda? Antes de responder, veja o vídeo abaixo indicado pelo meu treinador Alex Oliveira. É do goleiro Joël Mall do FC Aarau, da Suiça.


Difícil né? Pois os dois goleiros chegaram muito rapidamente ao lado oposto ao da queda executando dois movimentos bem diferentes. Vladimir subiu com o giro, já Mall com a alavanca.

Acho que o treinador de goleiros deve exercitar ambos os movimentos. Penso que muitas vezes o giro é usado em demasia aqui nos treinamentos brasileiros, tornando o movimento automático em muitos goleiros. Muitas vezes a bola não foi no lado oposto, mas sim no mesmo lado da queda. Nesse caso o giro não faria sentido, mas mesmo assim, por estar automatizado nos movimentos, alguns goleiros acabam executando. Isso porque, por treinar apenas dessa forma, não encontram outra forma de subir do solo.

De toda forma, se é para escolher um lado eu vou no da alavanca. Seu treinamento força o goleiro a fortalecer a musculatura abdominal, além de forçar o mesmo a mergulhar de forma angulada. O giro, por sua vez, puxa o goleiro para trás nas quedas. Repare que a queda sempre termina com o goleiro inclinado para dentro do gol já preparando o giro. Por isso, acho a alavanca um movimento mais natural que também permite ao goleiro ficar preparado para os dois lados do rebote, e não apenas o lado oposto.

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