• Fabio Ritter

Goleada não passa por goleiro

Já dizia um velho preparador meu: goleada dificilmente passa pelo goleiro. Responsabilizar um goleiro por derrota até pode ser possível, quando ele falha feio em uma partida decidida por 1 ou 2 gols de diferença. No entanto, quando a equipe leva 4, 5, 6 gols é muito raro que o goleiro tenha sido o responsável direto pelo vexame. Até pode acontecer, mas um goleiro profissional falhar tantas vezes é improvável.


Ontem, na goleada aplicada pelo Santos no Botafogo, por 5 a 0, pelas quartas de final da Copa do Brasil, o jovem Andrey, do Fogão, não pode ser culpado. Tudo bem que ele falhou no segundo gol, em uma saída em falso após escanteio. Mas não pode ser o grande responsável pela derrota, pois sua equipe foi pífia. Nos outros quatro gols, Andrey não teve culpa. Em alguns deles, inclusive fez boa defesa parcial e não contou com a ajuda da sua defesa.

Acho que o treinador Vágner Mancini poderia ter optado por Helton Leite. Dois anos mais velho, com 23, o goleiro fechou o gol na recente vitória diante do Corinthians. A experiência, levemente maior que a de Andrey, poderia ter contribuído, já que o cenário era tenso. Derrota em casa na primeira partida, salários atrasados e um desafio fora de casa exigiam um goleiro mais experiente.

Jefferson, recém chegado da seleção brasileira, não quis jogar, alegando cansaço. Segundo informou o portal Globoesporte.com, a diretoria se revoltou com a decisão do goleiro. O técnico Mancini também não gostou da decisão.

É bom Jefferson abrir o olho. Por mais que a situação no seu clube esteja caótica, o goleiro é hoje o titular da seleção brasileira. Dunga já deixou claro que vai jogar quem estiver melhor. Caso o goleiro fique sem clube, isso certamente pode prejudicar sua performance na seleção.

Se pudesse aconselhá-lo, diria para jogar forte até o final do ano com o Botafogo e pensar em outro clube a partir do ano que vem. Jefferson tem mercado no mundo inteiro e conseguiria um novo clube fácil fácil. Brigar no seu clube atual, ou até deixá-lo na mão como alegam os dirigentes, de toda forma não pega bem.

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