• Fabio Ritter

Goleiros da História: A explosão de um ídolo

*por Fábio Fernandes


Vítor Manuel Martins Baía nasceu em Vila Nova de Gaia, município da região metropolitana de Porto em Portugal.

Começou a jogar no Acadêmicos de Leça, mas aos treze anos se transferiu para o Futebol Clube do Porto, time que defendeu por quase toda a carreira.

Em 87, aos 19 anos de idade, subiu para equipe principal e dois anos depois se tornou um titular indiscutível.

Ficou até 96, quando foi para o Barcelona, se transformando na época no goleiro mais caro do mundo.

No ano seguinte, uma séria lesão o afastou dos gramados espanhóis.

Em 99, depois do insucesso na equipe catalã, o português voltou para o clube que o revelou e mostrou que ainda estava entre os grandes do mundo.

Pela seleção de Portugal, Vítor Baía era incontestável. Possui 80 partidas, mas se dependesse dos torcedores poderia ter mais.

Depois do fiasco na Copa de 2002 (a única que pôde jogar), a seleção de Portugal decidiu pela renovação. Para tal façanha contratou o técnico brasileiro Luiz Felipe Scolari. E Felipão, mesmo recebendo muitas críticas, barrou o experiente goleiro apostando em Ricardo seis anos mais jovem.

Em 2005, o novo treinador Holandês, decidiu optar pelo brasileiro Hélton na meta do Porto. Baía decidiu que era hora de parar.


Mas antes disso, já havia conquistado a Liga dos Campões em 2004 e a Taça da Uefa em 2003. Tudo sob o comando de outro ídolo português. José Mourinho.

Vítor Baía gostava do impossível. Uma sequencia de defesas está gravado na memória dos torcedores portugueses. O jogo foi contra a seleção da China.

Escanteio pela direita, a bola que parecia que ia chegar no segundo pau, perdeu força e foi para o meio da área, Baía se atirou e socou-a de volta para a lateral do mesmo lado da cobrança de tiro de canto. Mas o jogador chinês que estava recuando do impedimento bateu de primeira para o gol de perna esquerda, com muita força. Havia muita gente na meta e Vítor nem estava vendo a bola. Mas reagiu rápido e espalmou, só que ela insistia em ficar na área e, de frente para o gol e também de primeira, o atacante encheu o pé. Baía ainda estava se levantando da segunda defesa e conseguiu tocar na bola, ela caprichosamente bateu no chão e saiu em um novo escanteio.


Ele era explosivo. Física e tecnicamente, mas às vezes se exaltava em campo também, nada demais, era somente para colocar “ordem na casa”.

Com 1,84m, era um goleiro que pensava coletivo, vibrava muito, empurrava o time ao ataque e dava segurança para a defesa.

Vítor nunca foi eleito o melhor goleiro do mundo, mas em seis oportunidades esteve entre os dez melhores de acordo com a Federação Internacional de Histórias e Estatísticas do Futebol (IFFHS). No ano de 2004, foi eleito pela Uefa o melhor goleiro europeu.

É considerado um dos melhores goleiros da história do futebol português.

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