• Fabio Ritter

Goleiros da História: Garoto propaganda

* por Fábio Fernandes


Todo mundo ligado ao futebol e até mesmo os mais jovens, sabe quem é Emerson Leão. Até porque ele tem uma carreira de sucesso como técnico de futebol. O que só os mais velhos sabem, é que ele foi um grande goleiro e é apontado como um dos maiores goleiros brasileiros de todos os tempos.

Leão era um jogador acima da média. Sua liderança em campo era diferente dos outros. Com semblante sempre sóbrio (e sério), ele se impunha dentro de campo.

Se colocava muito bem. Tanto física, como psicologicamente. Tomava conta de sua área. Com 1,82m, ele estava à frente de seu tempo. Sua técnica, talento e categoria se destacavam na época. Com muito menos recursos, ele sim pode ser comparado com goleiros atuais que tem equipamentos, treinamentos, tecnologia, tudo em seu favor. Leão sabia o que fazia. Ele era assim, goleiro, completo. Craque do gol.

Uma de suas defesas está documentada como as 10 mais da FIFA em copas do mundo.

Em 2004 a FIFA lançou um DVD comemorativo aos 100 anos da entidade. Nele, existem vários fatos marcantes de todas as copas do mundo (até 2002). Há também a seção Top10.


E Leão figura entre as 10 maiores defesas em copas do mundo.

Foi no jogo contra a Holanda na copa de 74. Era o carrossel holandês comandado por nada mais, nada menos que Johan Cruijff. O Brasil perdeu o jogo. Mas a defesa de um dos nossos mais importantes Goleiros da História foi uma pintura.

Bola cruzada na área, pela direita, no segundo pau, a defesa brasileira afasta mal e ela sobra para Cruijff que de primeira, próximo à linha da pequena área, bate para o gol, no canto, com força. Leão toca e manda pra escanteio. Cruijff lamenta, era um gol dado como certo, à queima-roupa, indefensável. Não para o goleiro brasileiro.

No documentário, a defesa de Leão é a de número 3 dentre as 10 mais.

Esta foi a segunda Copa do Mundo das quatro que ele participou. Em 1970 (com 19 anos como reserva), em 74 e 78 como titular e em 86 como reserva de Carlos. Na Copa da Espanha de 82, Telê Santana preferiu não levar Leão em razão de seu temperamento.

Em clubes, Leão começou no São José, depois foi para o Comercial de Ribeirão Preto, cidade onde nasceu em 11 de julho de 1949. Depois foi para o Palmeiras, onde logo se tornou titular. Ficou no Palestra por 10 anos.

Em 79 foi para o Vasco da Gama, depois Grêmio, Corinthians e em 1984 retornou ao Palmeiras.

Em 1987 foi jogar no Sport Recife, onde encerrou a carreira de atleta e começou a de treinador.

É o segundo jogador que mais vestiu a camisa do Verdão com 617 partidas, perdendo apenas para Ademir da Guia que atuou 901 vezes.

Leão tinha (e continua tendo) personalidade forte, além de polêmico e pinta de galã.

Tanto que nos anos 80 foi garoto propaganda de uma marca de cueca, ocasião em que aparecia nos anúncios vestindo somente o adorno em questão.

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