• Fabio Ritter

Goleiros da História: O número 1 de vários números

* por Fábio Fernandes


Considerado um dos maiores goleiros da história do futebol argentino, também foi eleito o melhor goleiro da copa do mundo de 1978, onde também foi um dos protagonistas da seleção argentina, campeã naquela copa.

Conhecido e apelidado como “El Pato”, estamos falando de Ubaldo Matildo Fillol.

Nascido na cidade de San Miguel del Monte, pequena província situada à pouco mais de 100km de Buenos Aires, no dia 21 de julho de 1950, Fillol começou a jogar futebol no Quilmes em 65 aos 15 anos e se profissionalizou no mesmo clube aos 19. Depois foi para o Racing em 72 e em 74 foi para o grande River Plate, clube que defendeu por quase 10 anos e teve sua melhor fase na carreira.

Nos anos 80 jogou no Argentinos Juniors, Flamengo, Atlético de Madrid, Racing de novo, e finalmente Vélez Sarsfield, clube em que encerrou a carreira aos 41 anos de idade.

Fillol defendia de todo jeito. Com as mãos, com o peito, com os pés, até com a cabeça. Era um goleiro muito versátil. Embora tenha jogado numa época em que o goleiro podia pegar com as mãos a bola recuada (portanto os goleiros não necessitavam jogar tanto com os pés), Fillol saia jogando muito bem e às vezes fazia o papel de libero, ajudando seus companheiros e empurrando o time todo ao ataque.


Era elegante não só na vestimenta, na forma de jogar também. Exalava tranquilidade, não se alterava em campo e isso era mais um recurso para que ele crescesse frente ao adversário. Ligava contra-ataques como poucos faziam, principalmente naquela época.

Ao mesmo tempo em que era sereno, sóbrio, tranquilo, era muito ágil e tinha muita explosão. Era o rei do um contra um. Apesar de 1,81m de altura, as bolas altas não era seu ponto fraco. Era firme e cortava cruzamentos, diferentemente de seus colegas. Voava e voava muito. Ocupava a grande área. Utilizava todas as partes dela.


De acordo com uma enquete realizada com cronistas de todo mundo, “El Pato” integra a seleção sul-americana de todos os tempos.

Nas copas do mundo em que participou, Fillol nunca usou o número 1.

Em 74 jogou com a 12, pois era reserva. Em 78 usou a camisa 5 e em 82 a 7. Motivo: a seleção argentina numerava seus jogadores em ordem alfabética, independentemente da posição.

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