• Fabio Ritter

Goleiros da História: Polêmico dentro e fora de campo.

* por Fábio Fernandes



Quando se fala em Schumacher, todo mundo associa ao hepta campeão mundial de fórmula 1. Michael. Mas o que os mais novos não sabem é que antes dele existiu um atleta que fez muito sucesso com o mesmo sobrenome.

Harald Anton Schumacher, ou Toni Schumacher ou somente Schumacher, foi um grande goleiro da até então Alemanha Ocidental, nascido em 6 de março de 1954 na cidade de Düren no Oeste do país, próxima à Bélgica.

Começou no Colônia em 1972, clube que defendeu durante 15 anos. Em 87 foi para o Schalke 04, mas ficou pouco tempo, pois foi transferido para o Fenerbahçe da Turquia, onde praticou um ótimo futebol durante três anos.

Em 91, retornou à Alemanha para jogar no grande Bayern de Munique. Não teve o mesmo sucesso de antes e foi dispensado. Jogou ainda pelo Borussia Dortmund.


Com 1,86m, Schumacher era polêmico, venceu a euro de 80 e jogou as copas de 82 e 86. Em ambas foi vice-campeão.


Ficou marcado por um lance na Copa do Mundo da Espanha em 1982. A famosa trombada com o francês Battiston. Numa enfiada de bola em profundidade, Schumacher saiu do gol para tentar abafar a jogada, Battiston tocou na bola, mas o arqueiro levantou o joelho e acabou atingindo a cabeça do jogador, que caiu desacordado na risca da grande área.

A partida foi paralisada e o atleta atendido no gramado e levado posteriormente para o Hospital. Apesar de duas semanas internado, o francês voltou a jogar futebol normalmente e perdoou o goleiro pela entrada forte.

Embora tenha ficado com fama de violento, Schumacher foi sem dúvida um ícone do futebol alemão e mundial nos anos 80. Foi um grande goleiro. Era arrojado, saia muito bem do gol, não “caçava borboleta”. Era eficaz neste fundamento.


Além disso, era um exímio pegador de pênaltis e armava contra-ataques com sua eficiente reposição de bola com as mãos, lançando-a bem próxima da linha do meio de campo.

Depois de encerrar a carreira, o goleiro seguiu sua fama de polêmico na literatura. Escreveu um livro onde denuncia a prática de doping no futebol referindo-se a época em que era jogador.

De acordo com a Federação Internacional de Histórias e Estatísticas do Futebol (IFFHS), Schumacher foi eleito o décimo goleiro do mundo em 1989, e o quarto em 1987, ano de sua primeira edição. Se existisse esse ranking antes disso, fatalmente Toni teria sido apontado como o melhor do mundo.

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