• Fabio Ritter

JC é nosso 1


Ele até usa a 12 por superstição, mas não por isso deixa de ser o goleiro titular do Brasil. No último domingo, no jogão entre Brasil e França aqui em Porto Alegre, pude analisar de perto a performance do goleiro Júlio César.

Ver in loco nos permite analisar algumas atitudes, sem a bola, que a TV não mostra. Com a bola, a atuação de JC foi quase perfeita. A exceção de uma saída em falso no segundo tempo (verdade que o cruzamento foi muito rápido e venenoso), o goleiro foi muito bem. Praticou uma baita defesa no segundo tempo em uma bola desviada pela zaga que o pegou no contrapé. Mostrou muita recuperação e agilidade.

Mas o que eu destaco, e o que me dá certeza de que Júlio é realmente o camisa 1 do Brasil para a Copa, é a vibração do goleiro. Tá certo que goleiro tem de ser equilibrado, tranquilo e seguro. Mas isso não significa não ter vibração.

Os goleiros de futsal instituíram aqui no Brasil a comemoração de defesas. Até pode ser algo exagerado, mas prefiro isso a um goleiro morno.

Terminada a partida, JC vibrou muito. Sabia que era importante para a confiança do time vencer aquele duelo. Sabia que para ele era importante sair invicto e com uma boa atuação. Júlio vibrou muito com os zagueiros, como costumeiramente faz.

Ao final de tudo, quando a torcida gritou seu nome na saída para os vestiários, ele jogou a camiseta para a torcida (quase peguei!). Um merecedor, já que é um grande goleiro com história desde as seleções sub-17! Fecha o gol Júlio!

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