• Fabio Ritter

O peso de uma decisão


Enfrentar uma partida decisiva sempre é um peso seja pra qual for o goleiro. Tanto os experientes quanto os novatos ficam nervosos nesses momentos. É claro que aqueles mais rodados sabem o caminho das pedras para lidar com esse tipo de situação.

Agora no caso do São Paulo o problema é maior ainda quando além de enfrentar um jogo decisivo o goleiro que ali está tem de substituir o maior ídolo da equipe. Assim aconteceu com Denis, na partida de ontem diante do Cruzeiro, pelas Quartas de Final da Copa Santander Libertadores. O goleiro esteve mal nos dois lances de gol sofrido e acabou sentindo a responsabilidade dupla de disputar uma partida decisiva de competição continental e substituir Ceni.

No primeiro gol, Dênis saiu atrasado e acabou antecipado no primeiro poste. Realmente uma bola de extrema dificuldade que deve ter a responsabilidade dividida com a defesa. Mesmo assim o goleiro também teve a sua culpa. Já no segundo gol, a falha mais direta. pois Dênis foi mal para espalmar a bola que acabou passando por entre seus braços. O chute foi forte é verdade, mas era defensável na medida que foi onde o goleiro acabou chegando com os braços. Fechou mal as mãos e acabou deixando a bola passar.

Será o fim da linha para o goleiro? Não. Ainda tem a partida de volta para o goleiro dar a volta por cima e se superar. No entanto, vale lembrar que são exatamente nesses momentos que grandes ídolos surgem. Marcos substituiu Velloso em 1999, também na Libertadores, e nunca mais saiu do gol do Verdão. Vanderlei, ano passado, entrou no gol do Coritiba no lugar de Édson Bastos para fazer uma partida apenas e está no gol até hoje. Lauro, também viveu situação parecida na Ponte Preta ao entrar no lugar de Alexandre Negri. Ou seja, as oportunidades estão aí para serem aproveitadas ou não. Infelizmente, não muito espaço para falhas nessas horas. Ainda mais em se tratando de goleiros.

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