• Fabio Ritter

Bolas de sabão

Foi uma temeridade dar condições de jogo para Inter e Santos, hoje em Porto Alegre. Chovia muito e o campo estava completamente alagado. Dessa forma, foi uma partida de extrema dificuldade para os goleiros Róger, do Santos, e Clemer do Inter.

Clemer foi mais seguro. Nas saídas pelo alto deu bons socos, com firmeza e jogando a bola para longe do gol. Percebi isso ao menos em duas belas saídas do goleiro.

Já Roger não foi bem. Na primeira alçada para a área tentou agarrar firme a bola e quase se complicou. Dali em diante, inseguro, partiu para socar todo e qualquer cruzamento. No primeiro, socou mal e quase se complicou. No segundo, também socou mal a bola e esta caiu nos pés de Pato, que mandou para as redes marcando o único gol do jogo. Na segunda etapa, em cobrança de falta de longa distância, Róger também caiu mal no canto direito rasteiro para fazer a defesa. Não fez o movimento correto de queda e nem tentou agarrar e nem espalmar a bola. Assim deu rebote para perto do gol. A sorte é que Edinho estava impedido.

É claro que dias como esses são sempre muito complicados para os goleiros. A recomendação é que se tente socar a bola para longe sempre que der e evitar firmezas difíceis de serem executadas. Outra dica é que os treinadores de goleiro sempre realizem treinos em dias extremamente chuvosos para preparar seus goleiros a situações de jogo como essas.

Por fim, alguns pequenos registros da rodada. No jogo entre São Paulo e Atlético Mineiro, o goleiro Diego, do Galo, defendeu firme uma cobrança de falta de Rogério Ceni. Na reposição, demorou de mais com a bola em suas mãos dando tempo para o goleiro adversário voltar ao gol. É claro que também culpo os treinadores, que nunca ensaiam jogadas de contra ataque contra o time de Rogério. Só me recordo de dois gols sofridos pelo goleiro em contra-ataque. Um em jogada espetacular do Santos e outro de Róger, ainda do Fluminense, em chute do meio de campo.

Wilson, goleiro que vem se firmando na meta do Figueirense, também deu boas saídas no segundo tempo da goleada contra o Flamengo. Uma saída boa por baixo e outra de soco pelo alto. E Felipe, do Corinthians, minha aposta como revelação do campeonato, tirou com o pé um chute à queima roupa do América de Natal e garantiu a vitória de seu time.

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