• Fabio Ritter

Diego Alves sai reforçado de amistosos

Um novo Camisa 1. Essa é a obsessão do técnico Dunga para a Seleção Brasileira. Depois de Júlio César se aposentar da Canarinha, após a Copa do Mundo, Dunga busca um goleiro de confiança. Jefferson foi muito bem nos primeiros testes, pegando inclusive pênalti contra a Argentina. Ontem, foi a vez de Diego Alves reforçar o seu nome na cabeça do técnico da seleção.

No primeiro amistoso, diante da Turquia, apesar da goleada de 4 a 0, Diego foi bem com defesas importantes e que garantiram a sua invencibilidade na partida. Teve tempo para fazer uma bela defesa de mão trocada, após chute colocado no alto do atacante turco (veja aqui).

No amistoso diante da Áustria, o jogo foi mais difícil. A bola rondou por muito mais tempo o gol do Brasil e o placar foi apertado, 2 a 1. No gol, de pênalti, Diego fica isentado de qualquer culpa. Nesta partida, mostrou um diferencial que é o jogo com os pés, tão treinado após anos na Espanha. Quando recebeu um passe apertado, Diego não se apavorou e saiu muito bem jogando a bola pelo chão, sem a necessidade de chutão (veja aqui).


Dunga sai com uma dor de cabeça após estes amistosos. E uma daquelas que todos os treinadores querem ter. Com dois nomes fortes para o Camisa 1, como Jefferson e Diego, o treinador da seleção terá de acompanhar firmemente os próximos jogos de cada um para decidir quem colocar a campo. A situação do Botafogo pode prejudicar um pouco Jefferson. Vide Cavalieri e sua não ida para a Copa após o “rebaixamento” do Fluminense. Ou ainda, vamos mais longe e lembremos de Marcos, que em 2003 ficou no Palmeiras após o rebaixamento, perdendo espaço para Dida no gol do Brasil. Um novo time será muito importante para Jefferson com relação aos seus planos de seleção.

Diego tem a vantagem de jogar na Europa, o que sempre é um diferencial. No entanto, não acho que isso deva ser o fator decisivo para a escolha do 1 da seleção. Jefferson tem simplesmente pego tudo aqui pelos lados do Brasil. E faz tempo. É um baita goleiro, com mercado em qualquer clube do mundo.

Para Dunga, a solução vai ser testar os dois, colocá-los em situações de dificuldade, em partidas contra os grandes adversários e ver quem se sai melhor. Esse desempenho com a Amarelinha sempre prevalecerá, pois clube é clube e seleção é seleção.

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