• Fabio Ritter

Goleiros da História: A serenidade de um Basco

*por Fábio Fernandes



Nascido em Vitoria-Gasteiz, capital da província de Álava, cidade pertencente à comunidade autônoma do País Basco, em 23 de outubro de 1961, Andoni Zubizarreta Urreta, começou sua carreira no Deportivo Alavés, mas jogou apenas alguns jogos, pois logo foi transferido para o Atlético de Bilbao onde despontou para o futebol com menos de 20 anos de idade.

Depois de cinco temporadas na equipe Basca, Zubizarreta foi comprado pelo FC Barcelona, clube onde jogou mais de 300 jogos e teve sua grande fase na carreira.

Mas após o vice-campeonato da Liga dos Campeões da Europa em 1994, Zubizarreta foi para o Valência, clube que defendeu até o final da sua carreira em 1998.

Zubi, como era chamado pelos companheiros, era sereno, frio, com um ótimo controle psicológico, fatos estes que fizeram dele capitão do Barcelona e da Seleção Espanhola.

Seguro e sempre muito concentrado, Zubizarreta também era arrojado e decidido. Não saia do gol em vão, não perdia viagem. Mas seu objetivo era sempre a bola.



Não se desesperava. Com 1,88m, sempre esperava o atacante decidir. E sua tranquilidade e confiança, pareciam tirar a concentração do atacante que acabava chutando em cima dele ou para fora do gol.

Em 1992, ficou na segunda posição no ranking dos melhores goleiros de acordo com a Federação Internacional de Histórias e Estatísticas do Futebol (IFFHS), e em outras sete oportunidades esteve entre os dez maiores do mundo.

Pela seleção espanhola jogou 126 partidas, tendo em sua carreira 950 partidas oficiais. Jogou quatro Copas do Mundo e duas Eurocopas, todas como titular.

Na copa da França em 98 a Espanha sucumbiu logo na primeira fase. No jogo de estreia foi surpreendida pela sensação. A Nigéria. 3 a 2. No segundo jogo, o placar não foi mexido frente ao Paraguai. No último, goleou a Bulgária, 6 a 1, mas já era tarde, a vitória dos paraguaios diante dos nigerianos deu a classificação para as duas equipes, mandando a Espanha de volta para casa.

Zubi sentiu o baque. Decidiu que era hora de parar. Não só na seleção, mas no clube também. Um dos maiores goleiros espanhóis de todos os tempos estava pendurando as luvas.

Após sua aposentadoria, se tornou comentarista esportivo, mas foi como Diretor de Futebol do Barcelona que Zubi decidiu seguir carreira.

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