• Fabio Ritter

Goleiros da História: Apelido marcante

*por Fábio Fernandes


Geraldo Pereira de Matos Filho, o Mazaropi, nasceu no dia 27 de janeiro de 1953 na cidade de Além Paraíba a pouco mais de 100 km de Juiz de Fora e a pouco menos de 400 de Belo Horizonte.

Iniciou sua carreira como jogador de futebol, em 1970 aos 17 anos, no Vasco da Gama, mas só se profissionalizou em 74 no mesmo clube. Ficou no Rio de Janeiro até 1983, sendo que em 1979 foi emprestado para o Coritiba , e posteriormente para o Náutico.

Ao final de quase dez anos no time de São Januário, foi contratado pelo Grêmio iniciando sua jornada de sucesso no time gaúcho.


Se a primeira impressão é a que fica, Mazaropi marcou bem a sua história em Porto Alegre. Em um de seus primeiros jogos, enfrentou o América de Cali em uma semifinal de Libertadores.

Tudo corria bem. O time azul vencia por 2 a 1, até que um pênalti foi marcado para a equipe colombiana. A torcida gaucha entrou em desespero, pois um empate tiraria o Grêmio de sua primeira final no torneio.

Só um homem podia mudar tudo. Mazaropi saltou, e de mão trocada espalmou a bola para escanteio. No final da partida mostrava o placar: Grêmio 2, América de Cali 1. Seu território estava marcado.

O Grêmio chegou à final, venceu, foi para o Mundial em Tóquio e conquistou o título contra o clube do Hamburgo da Alemanha.

Além deste que, certamente é o seu maior título e do Grêmio também, Mazaropi ganhou vários estaduais gaúchos e a Copa do Brasil em 89 na sua primeira edição.


Em 90, aos 37 anos, seguiu sua vida e foi jogar no Figueirense e, um ano depois no Guarany da Bahia, clube em que encerrou sua carreira.

Após sua aposentadoria como goleiro, tentou seguir na política, chegando a ser vereador em Porto Alegre, mas acabou deixando de lado e se dedicando a carreira de treinador de goleiros e depois de técnico.

Mazaropi sempre foi muito tranquilo, dentro e fora de campo. Era calmo e se posicionava muito bem. Não era o mais altos dos goleiros, mas compensava qualquer déficit com sua colocação, destreza e frieza.

Mas porque o apelido Mazaropi?

Como um bom mineiro, o Geraldo, chegou no clube carioca com seu jeito simplório, roupas surradas, e logo foi comparado ao humorista e cineasta Mazzaropi que fazia muito sucesso na época.

Ainda assim, era chamado carinhosamente pelos companheiros e pelos locutores esportivos de Maza.

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