• Fabio Ritter

Goleiros da História: O incansável Peter Shilton

*por Fábio Fernandes


Nascido em Leicester na Inglaterra a pouco mais de 150 km de Londres, no dia 18 de setembro de 1949, Peter Leslie Shilton foi um dos melhores goleiros da história do futebol inglês ao lado do lendário Gordon Banks.

Começou como profissional no time de sua cidade, aos 16 anos. De 1966 até 1992, Shilton jogou no Leicester City, Stoke City, Nottingham Forest, Southampton e Derby Country, sempre permanecendo por períodos longos em cada equipe.

Prestes a completar 43 anos, o excelente arqueiro inglês foi para o Playmouth Argyle, acumulando as funções de jogador e treinador. Em 95, desistiu da função de técnico para ser o novo goleiro do Winbledon. Não atuou em nenhuma partida.


No mesmo ano se transferiu para o Bolton. Atuou uma vez. Foi uma homenagem do clube. Foi então para o Coventry City como quarta opção para o gol. Também era a quarta opção quando foi para West Ham em 97. Mas no mesmo ano, foi a grande contratação do Leyton Orient, clube em que Shilton encerrou a carreira e jogou mais nove jogos, alcançando a impressionante marca de 1005 jogos em clubes.

Pela seleção inglesa é o jogador que mais vestiu a camisa de seu país com 125 jogos. Disputou três copas do mundo, duas como titular. Em 90 foi decisivo. Primeiro no jogo contra os surpreendentes camaroneses. Depois, na semi-final, segurou a campeã Alemanha. O jogo terminou empatado em 1 a 1 com Shilton praticando pelo menos três milagres entre o tempo normal e a prorrogação. A Inglaterra perdeu nos pênaltis.

Na Copa de 86, o famoso gol irregular convertido por Diego Armando Maradona foi tomado por Shilton, que com 1,85m, iria interceptar o lance corretamente senão fosse la mano de Dios. Shilton era um goleiro simpático, calmo e eficiente. Um verdadeiro lord.


Sua serenidade transmitia segurança para a equipe. Mas na hora decisiva parecia se transformar, crescia frente ao atacante e “explodia”.

De acordo com a Federação Internacional de Histórias e Estatísticas do Futebol (IFFHS), Shilton foi o sétimo melhor por duas vezes e quarto por dois anos seguidos, sendo que isso se deu em 89 e 90, quando o arqueiro já havia ultrapassado a barreira dos 40 anos.

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