• Fabio Ritter

O adeus de um ícone


O dia 04 de janeiro de 2012 vai entrar para a história do futebol brasileiro por marcar o anúncio oficial do fim da carreira de um dos melhores goleiros que já tivemos. Marcos Roberto Silveira Reis, ou simplesmente Marcos, pendura as luvas e deixa para trás um dos mais vencedores currículos da posição. Campeão mundial pela seleção brasileira em 2002, o goleiro também ergueu a Copa Libertadores, Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil e Campeonato Paulista.

Apelidado de São Marcos, o goleiro despontou na Libertadores de 99, quando substituía o então titular Velloso. Foi fundamental na disputa de pênaltis diante de Corinthians, nas quartas de final, e Deportivo Cali, na Final. Catando os pênaltis decisivos, Marcão levou o Palmeiras ao título inédito da competição. Apesar de usar a camisa 12, a partir de 1999 o goleiro firmou-se como titular da equipe, só saindo da meta por lesão.


Três anos mais tarde, fez não somente a nação alvi-verde pular de alegria, mas sim o país todo. Comando o gol do Brasil na campanha do penta-campeonato mundial na Copa Japão/Coréia.

Ontem, aos 38 anos, Marcos decidiu que era hora de parar. Sofrendo muito com as lesões e o consequente desgaste da carreira, Marcão comunicou a diretoria palmeirense que abandonaria o futebol. De intelecto diferenciado, o goleiro já havia negociado com um clube um plano de carreira após pendurar as luvas. Assim, conforme anunciou César Sampaio, o goleiro irá fazer parte ou da comissão técnica ou da administração do Palmeiras.

Como jogador Marcos sempre foi um cara de palavra firme. Com muita personalidade, algo essencial para um grande goleiro, Marcos sempre fez questão de se posicionar sobre os acontecimentos de seu clube. Tanto nas vitórias como nas derrotas, o goleiro sempre emitiu sua opinião, mesmo que ela não agradasse todo mundo.


Embaixo dos postes, foi um goleiro formidável. O goleiro das defesas impossíveis, do reflexo apurado e o rei dos pênaltis. Se tivesse que escolher apenas um dos atributos deste goleirão, escolheria a velocidade de reação. Marcos sempre foi um goleiro de defender chutes e cabeçadas a queima-roupa. Era mestre também no 1 vs. 1, outra jogada que exige velocidade de reação. Nos pênaltis, também usava esse reflexo para lhe auxiliar nas defesas. De fato, um milagreiro.

Para finalizar, separei um vídeo com uma compilação de defesas monumentais deste goleiro. Sentiremos saudades!

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