• Fabio Ritter

São Marcos: Libertadores, Parte II

Ele realmente é um jogador predestinado. A Copa Libertadores parece ser seu chão. Marcos que deu o título ao Palmeiras em 1999, parece querer repetir o feito dez anos mais tarde. Sua atuação, ontem, diante do Sport mostra como um goleiro vencedor deve se portar nos momentos decisivos.

Desde antes de começar a partida, Marcos sabia que era um jogo decisivo, diferenciado e que sofreria muita pressão. Assim, no ônibus a caminho do estádio o goleiro decidiu calar-se e não participar do tradicional agito com o restante do grupo. Resguardou-se no seu canto e procurou concentrar-se na partida. Serviu e muito.

Foi impecável no jogo. Defesas importantes que intimidaram o Sport. Destaco três em especial. A primeira, a cabeçada à queima-roupa, que o goleiro conseguiu desviar para escanteio. O disparo veio na risca da pequena área, mas mesmo assim o goleiro salvou. Depois, a saída rasante no chão que tirou dos pés de Paulo Baier o provável gol do Sport. Por fim, a defesa aos 93 minutos que acabou ainda batendo na trave antes de ir para escanteio. Ali, na ponta dos dedos da mão direita, Marcos salvou seu time e levou o jogo para os pênaltis.

Nas cobranças de pênaltis, Marcos mostrou mais uma vez que é fera. Diz ele não ter estudado nenhum batedor, a exceção de Paulo Baier. Como este não bateu, Marcos seguiu sua intuição e sua técnica para defender três cobranças. Esperou o momento certo de cair na bola, aguardando até o último instante. Pegou três pênaltis chapados, dois por destros e um por canhoto, o decisivo na cobrança de Dutra.

Ah, antes que alguém venha comentar o assunto seleção novamente, o próprio Marcão afirmou que não se sente mais a vontade para voltar a seleção. Disse que o tempo dele já passou. Menos mal que no Palmeiras ele continua a operar seus milagres para nosso deleite.


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