• Fabio Ritter

Seleção Olímpica não encontra número 1


A partida de ontem entre Brasil e Honduras, válida pelas quartas de final dos Jogos Olímpicos de Londres, evidenciou mais uma vez o problema que enfrentamos no gol. Mano Menezes custou, mas conseguiu às vésperas do início dos jogos encontrar o goleiro ideal para sua seleção olímpica: Rafael Cabral.

O goleiro santista, além de estar na faixa de jogadores até 23, reduzindo assim a necessidade de queimar um cartucho na posição, vivia grande momento. Desde a Libertadores de 2011, quando o goleiro além de campeão, foi um dos melhores da competição, Rafael vem acumulando experiência. Assim, tornou-se um goleiro pronto para ser testado na seleção.

Nos amistosos diante dos Estados Unidos e México, o goleiro foi testado e se saiu muito bem. Assim, Mano teve certeza de que Rafael era o nome certo para a camisa 1. Levou ele e Neto para Londres.

No entanto, dias antes do começo dos jogos, Rafael, como se sabe, machucou-se e teve de ser cortado. O goleiro Gabriel, ex-Cruzeiro e agora no Milan, que foi muito bem na seleção sub-20 campeã mundial em 2011, acabou sendo chamado.

Bom, jogos iniciados com Neto no gol e os problemas começaram. Mostrando certa insegurança e com alguns gols discutíveis, o goleiro não empolgou. Mano acabou dando uma chance para Gabriel na última partida da primeira fase, quando a equipe era mista diante da Nova Zelândia.

Gostando do que viu, Mano decidiu manter Gabriel na partida contra Honduras. E aí veio mais um problema. Gabriel falhou no segundo gol, levantando mais uma vez a questão: temos um goleiro confiável na seleção olímpica?

A resposta, hoje, é não. A troca constante de nomes acaba tirando a confiança não só dos jogadores, como também de toda a torcida. Como temos apenas mais duas partidas, dificilmente teremos essa resposta. A não ser que Gabriel faça duas partidas excelentes e ajude o Brasil a garantir o ouro inédito. Tomara que isso aconteça!

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