• Fabio Ritter

A sina inglesa

Tive a oportunidade de viver um ano na Inglaterra e jogar em ligas amadoras locais. Pude perceber porque os goleiros daquele país estão mal desenvolvidos tecnicamente. Umas das razões é a inexistência de treinamento específico em alguns casos, assim como técnicas antigas e ultrapassadas quando a figura do preparador está presente. Assim, o país passa por décadas sem nomes de maior expressão no cenário mundial como donos da camisa 1 do English Team.

A Copa de 2010 mostrou bem esse problema, já que Robert Green, falhou feio na partida de estreia, tomando um frangasso. Depois a responsabilidade passou para o já veterano David James.

Com o fim da Copa, a necessidade de renovação foi latente. Assim, o então técnico Fábio Capello promoveu a estreia do novato Joe Hart, do Manchester City. O goleiro, que havia disputado alguns campeonatos ingleses por times de menores expressão, estava em grande fase no City e acabou até levando o título da temporada 11/12.

Hart passou a ser um nome incontestável diante das boas e seguras atuações. Com a mudança no comando técnico da seleção e a entrada de Kenny Dalglish, Hart seguiu firme no posto de 1, pois de fato não havia nenhum concorrente à altura.

Chegou a temporada 12/13 e o goleiro continuou em grande forma. Na primeira partida em casa pela UEFA Champions League, diante do Borussia Dortmund, Hart foi estupendo, fechando o gol. O atacante rival Wayne Rooney chegou até a dizer que Hart era o melhor goleiro do mundo.

Pois bem, mesmo diante da grande fase e da indiscutível condição de ser o titular do selecionado local, a urucubaca parece continuar a atuar sob os goleiros ingleses. Na partida diante da Polônia, ontem pelas eliminatórias da Copa, a Inglaterra vencia até os 25 minutos do segundo tempo. Foi quando após um levantamento na área, Hart saiu muito mal e o gol de empate surgiu.


Falha normal, para qualquer goleiro no mundo. Mas como ali era a camiseta do English Team mais cobranças caíram em cima do goleiro. Não acho que seja o caso de um novo nome, até porque não há ninguém aos pés de Hart no momento. No entanto, certamente é um peso muito grande vestir esta camisa 1, há tempos mal representada depois de décadas de estrelas como Banks e Shilton.

Veremos se as próximas competições e copas mostrarão se Hart está preparado para suportar essa pressão e entrar no time dos dois grandes citados acima, ou se entrará para o time dos esquecíveis Green, Seaman, etc.

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