• Fabio Ritter

Armando a barreira corretamente

A rodada deste final de semana nos campeonatos internacionais e também no Brasil levantou uma questão pertinente à formação de barreiras. Tanto no jogo Vasco e Fluminense, quanto na partida Liverpool e Manchester City, os goleiros sofreram gols em cobranças pelo lado de fora da barreira.

Neste primeiro gol, o do Thiago Neves diante de Fernando Prass, o goleiro vascaíno até armou corretamente a barreira. No entanto, repare o papel que faz Edinho, do Flu, ao deslocar o homem base da barreira. Assim, ele abre um buraco justamente aonde a bola passa para chegar até o gol.

Até acho que a jogada é irregular. De toda a forma, para prevenir essa malandragem, o goleiro pode colocar um jogador atrás deste elemento surpresa.

Já no jogo do City (veja os gols aqui), foi barreira mal armada mesmo. Apesar de todo o efeito imprimido na bola pelo atacante uruguaio Suarez, do Liverpool, o goleiro Joe Hart, do City, deveria ter colocado a barreira mais ao lado. Sempre sugiro que o goleiro alinhe-se no poste para armar a barreira e coloque, no mínimo, um jogador de folga para o lado externo do poste. Dessa maneira, ele pode impedir estas cobranças com efeito “banana”.

Por fim, vale ressaltar que em dias de vento, até dois jogadores podem ser necessários. Vale também ficar de olho em quem está perfilado para bater. Se é um jogador de pé trocado, dificilmente conseguirá bater por fora da barreira. Assim, não há tanta necessidade de se cobrir o poste atrás da barreira.

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