• Fabio Ritter

Barreira Inversa

Ainda nos anos 90, Zetti foi o precursor da barreira inversa. Ela nada mais é que a barreira formada a partir do poste inverso ao que está mais próximo da bola. Esta técnica ainda é pouco utilizada pelos goleiros, apesar de confundir bastante os atacantes.

Como o goleiro se coloca na bissetriz do ângulo, ele fica na posição mais correta para defender o chute. Assim, ele diminui o ângulo do batedor ao ficar na bissetriz e ao colocar a barreira ao seu lado para ajudá-lo. Experimente comparar a barreira inversa com a normal e veja que de um lado, a barreira normal cobre um pouco do gol e de outro a inversa, com o mesmo número de jogadores fecha muito mais o ângulo.

Apesar disso, é importante o goleiro se posicionar bem ao armar a barreira inversa. Ontem, Castillo do Uruguai usou esta técnica, mas ficou muito para o meio do gol e acabou levando o gol do seu lado. É muito importante, quando se armar essa barreira, ficar sempre na bissetriz do ângulo e não no meio do gol.


Acompanhe no desenho abaixo como armar a barreira inversa e sua comparação com a barreira normal.



Já na barreira normal, o goleiro tem de se posicionar muito longe da bissetriz, deixando um ângulo completamente aberto. Além disso, para ver a bola, repare que ele tem de se posicionar quase no limite do ângulo direito do batedor. A barreira também conta com apenas um homem inteiro excedendo o ângulo esquerdo do batedor. Não há a mesma segurança que na barreira inversa.

Portanto, insisto que esta técnica deva ser treinada com teu time. Experimente usá-la em um treino para ver se te acostumas e depois tente usá-la em uma partida. Eu estou usando e até agora não levei gol.

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