• Fabio Ritter

Em clima de Copa do Mundo

Hoje, a partir das 14 horas, o Brasil e o restante dos participantes saberão seus adversários na próxima Copa do Mundo, em 2014. Para entrar neste clima de Copa Mundo, gostaria de compartilhar o que vi ontem a noite no canal ESPN Brasil. A emissora, em uma série de grandes e inesquecíveis jogos de Copa do Mundo, reprisou o confronto entre Itália e Alemanha, pela copa de 1970 no México. Que baita oportunidade de se mergulhar no tempo e ver como e quanto o futebol mudou.

Na nossa área, estavam Enrico Albertosi, pela Itália, e Sepp Maier, pela Alemanha. Dois monstros. O jogo, que é considerado a partida do século, foi amplamente dominado pela Alemanha. Como a Itália abriu o marcador logo no início da partida, aos 8 minutos, o restante foi um massacre germânico. O gol de empate que levou a prorrogação saiu apenas nos descontos do segundo tempo. Ou seja, foram praticamente 90 minutos de jogadas dentro da área de Albertosi. Abaixo alguns destes lances, que culminaram na vitória de 4 a 3 para a Itália, após empate de 1 a 1 no tempo normal.


Albertosi até era um goleiro alto para a época, 1,82m, mas baixo em se comparando aos dias atuais. Com isso, é muito comum vermos defesas do goleiro, pelo alto que exigem saltos e até mesmo pontes. Bonitas plasticamente essas defesas hoje em dia provavelmente seriam executadas com maior naturalidade por um Buffon da vida, por exemplo.

De qualquer forma, isso não tira o brilho e a importância das jogadas de Albertosi. O goleiro tinha muita agilidade, elasticidade e impulsão. Chama a atenção a questão da reposição de bola também. Na época existia o sobrepasso, regra que punia o goleiro que desse mais de três passos com a bola em mãos. Maier foi inclusive penalizado no primeiro tempo por isso.

Assim, após agarrar a bola, o goleiro tinha de repô-la. No entanto, isso era feito de forma muito rápida pelos goleiros. Ao invés de esperar a zaga se recompor, o time sair um pouco de dentro da área, eles já saiam jogando rapidamente. Albertosi quase que se complicou ao final do jogo quando foi repor com os pés e acertou o atacante da Alemanha. A bola por um tris não entrou.

Por fim, além da evolução técnica dos goleiros, na forma de cair, agarrar a bola, sair do gol, repor a bola, notei uma extrema evolução física. Os goleiros de hoje parecem muito mais fortes, explosivos do que os daquela época. Certamente, a posição que mais evoluiu individualmente, muito devido a presença do preparador específico.

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