• Fabio Ritter

Entrevista Exclusiva: Diego Menezes, o vencedor do IGM 2010


Primeiramente, saúdo a todos os blogoleiros por mais um ano novo em nossas vidas, e mais um de Guarda-Metas.com. Para começar o ano bem, com o pé direito, o GM já traz uma entrevista exclusiva com o goleiro Diego Menezes, do Ceará, que venceu o Índice Guarda-Metas da temporada 2010. O goleiro foi o menos vazado do Brasileirão, segundo o índice exclusivo do Guarda-Metas.

Confira abaixo a entrevista completa com o goleiro do Ceará.

Guarda-Metas.com: Quando tu decidiste que querias ser goleiro? Diego Menezes: Quando era pequeno, eu e meus primos fomos a uma escolinha. Chegando lá, quando o professor perguntou qual era a minha posição, respondi logo que era goleiro. Isso pegou todos de surpresa, pois só tinha 5 anos. Era uma escolinha de futsal e eu gostava muito de agarrar no gol. Logo depois dessa escolinha, fui para o campo, mas como era muito novinho e pequeno não quis seguir no gol, pois o mesmo era muito grande. Assim, dei uma longa parada

GM: Onde destes teus primeiros passos, ou atacadas, na posição? DM: Estava disputando um campeonato organizado por um jornal da minha cidade no time em que meu irmão jogava. Porém, nessa época já estava jogando na linha e, por sinal, era o zagueiro e capitão da equipe. Até que um dia o goleiro faltou, porque tinha ido fazer teste no Flamengo. Aí meu pai falou que eu já tinha agarrado quando era mais novo e que poderia ir para o gol. Assim, fui para o gol e me saí bem. Mais tarde, o pai do Ibson (atualmente na Rússia) comentou com meu pai que o Flamengo estava precisando de goleiro da minha idade. O treinador do time, o Juarez, que tinha levado o outro goleiro, me levou também. Acabei ficando no clube e foi uma alegria só. Nessa época eu já tinha 13 anos

GM: Quem foi o treinador de goleiro que mais te ensinou fundamentos? DM: Como nunca tinha trabalhado fundamentos, o meu primeiro professor, Fernando, foi o cara que praticamente me ensinou todos os fundamentos básicos da posição. Depois, tive o professor Alexandre, Vágner e o Marcos Leme, no profissional. Este último foi um treinador que marcou muito, pois a transição do amador para o profissional é bastante difícil. Ele sempre foi um cara que me cobrou bastante

GM: O que se passou na tua cabeça na estreia no profissional do Flamengo? DM: Minha estreia foi em um Flamengo e Vasco, no Maracanã (Uau!). Era um jogo que praticamente não valia muita coisa na tabela do estadual, mas para mim era uma final. Graças a Deus, ocorreu tudo bem e o jogo terminou 0 a 0. Assim, pude dar o primeiro passo para as mais de 117 partidas pelo clube.

GM: Qual foi tua melhor atuação da carreira?

DM: Um dos melhores jogos meus foi um Flamengo e Santos, no campo da Ilha do Governador, pois o Maracanã estava fechado para as obras. Ganhamos o jogo por 2 a 1. A partida marcou muito, pois foi algo fora do normal as oportunidades criadas por um time em frente ao gol. Eu pude fazer diversas defesas com grau de dificuldade bastante elevado, ajudando assim meu time naquele jogo.

GM: Qual a diferença entre jogar no Flamengo e no Ceará?

DM: Os dois clubes são de massa. A comparação que faço é que o Ceará é muito grande regionalmente e o Flamengo, não preciso nem falar, em todo o território nacional e até mesmo mundial. Ambas as torcidas são bastante apaixonadas.

GM: Como tu reagiu a notícia de ter um colega de trabalho (Bruno), com quem tu estiveste junto por 4 anos, sendo acusado de um crime e posteriormente sendo preso? DM: Fiquei bastante impressionado, pois jamais imaginaria que ele seria capaz de fazer essas coisas com as quais vem sendo acusado.

GM: Qual é tua maior virtude em baixo do gol?

DM: Sou um cara bastante tranquilo e tento passar isso para minha equipe para que eles possam render sabendo que lá atrás tem um cara em quem eles podem confiar. Gosto muito do meu aproveitamento no 1 contra 1. Sempre me destaquei muito nesse lance no qual o atacante leva muita vantagem.

GM: Para ti, qual é a melhor luva do mercado hoje? DM: A melhor luva para mim são as da Uhlsport. É uma luva que sempre me acompanhou nos melhores momentos que são os momentos dos jogos, graças a amizade que fiz com o Michel logo no início da minha carreira.

GM: Qual teu ídolo na posição? DM: Meu ídolo quando comecei era o Velloso, na época do Palmeiras e, claro, Taffarel, como a maioria dos goleiros da minha idade. Atualmente, o Júlio César, da Inter de Milão, por já ter trabalhado com ele e saber de todo seu potencial e simplicidade.

GM: Já conhecias o Guarda-Metas? O que achas da iniciativa? DM: Não conhecia, mas quando passei a conhecer sempre passo para dar uma olhada. É um site muito importante, pois fornece informações de tudo o que for necessario para um goleiro, algo que não temos muito no mercado.

GM: Foste o vencedor do Índice Guarda-Metas, exclusivo aqui do site. O que achou do prêmio?

DM: Quero agradecer, em particular, pelo prêmio do Índice Guarda-Metas. Espero me recuperar logo e quem sabe, neste ano, continuar a fazer o bom trabalho que vinha fazendo em 2010. Mais uma vez parabéns pelo excelente trabalho. O IGM 2010 já vai fazer parte do meu currículo, para demonstrar que o ano não foi completamente perdido.

GM: Para finalizar, que recado gostaria de passar aos goleiros do GM, tanto aos que estão iniciando, quanto aqueles que estão na ativa em alto nível e mesmo aos amadores. DM: Queria deixar um abraço a todos para os que estão começando, pois a estrada é árdua, mas depois é muito gratificante. Para os profissionais, desejar sorte, pois sem dúvida trabalhamos muito e precisamos contar com ela em alguns momentos. Abraços a todos e um feliz ano novo. Em 2011, espero ganhar o IGM de novo (risos).

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