• Fabio Ritter

Exemplo que vem da linha


É muito comum alguns jogadores de futebol se deslumbrar com o sucesso. Alguns, inclusive, com apenas alguns jogos como profissional colocam a chamada máscara querendo bola no pezinho, evitando se esforçar e correr pelo time. Basta apenas algumas boas atuações e elogios da imprensa e da torcida para se cair na armadilha da prepotência.

O óbvio e inevitável geralmente acontece com esses atletas e assim seu desempenho começa a cair, pois seu empenho já não é mais o mesmo. Os casos são muitos no futebol de atletas com alto potencial, mas que por falta de empenho sucumbem com o desenrolar da carreira. Carlos Alberto (o CA19), Adriano Imperador, Daniel Carvalho, entre outros, são exemplos de grandes potenciais técnicos que não tiveram ainda mais sucesso na carreira pela falta de empenho.

Para o goleiro, essa falta de compromisso com os treinamentos é ainda mais cruel, pois um goleiro com pouco treino fatalmente acaba sucumbindo. A repetição de movimentos é fundamental na performance dos atletas dessa posição.

Pois bem, hoje li uma reportagem no portal Globoesporte.com que retrata o contentamento do ex-craque francês Zinedine Zidane com o atual ídolo do Real Madrid, Cristiano Ronaldo. Segundo Zizou, CR7 chega sempre antes que seus companheiros para treinar e sai sempre depois. Um exemplo, o legítimo CDF dos gramados.

Mas como os CDFs nas escolas são tratados como idiotas aqui no Brasil, sofrendo até bullying, esse exemplo nem sempre é bem visto entre os jovens jogadores. O legal é ser malandro, matar treino e quebrar na balada.

O extra-campo pode, e deve, existir sim. Mas o atleta profissional de alto rendimento tem de sempre querer superar seus limites. Tem de querer sempre estar no topo. Para isso, precisa de 1% de inspiração e 99% de transpiração.

Siga esse modelo goleirada.

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