• Fabio Ritter

Fechar os olhos


Pode ser considerada mera casualidade, porém o segundo gol de Dagoberto, ontem diante do América de Cali pela Copa Santander Libertadores, teve muita culpa do goleiro. O lance já aconteceu algumas vezes, mas não é tão comum de se ver em competições internacionais de alto nível.

O goleiro da equipe colombiana, Mesa, recebeu uma recuada enforcada de seu zagueiro, já que o veloz Dagoberto havia marcado forte o defensor e se deslocava para apertar a saída do goleiro. Aí foi a vez do velho “fecha os olhos e solta a bomba” entrar em campo. O goleiro não se deu conta no posicionamento do atacante são-paulino e acabou acertando a bola no corpo dele. O resto da história todos já sabem.

Posso confessar aqui que já sofri de tal infelicidade em uma partida amadora aqui em Poa. Foi em uma saída fora da área que disparei na bola e fui dar um chutão. Acertei as costas do atacante e a bola foi subindo, subindo, subindo, descendo, descendo, descendo e morreu nas redes. Depois do erro percebi que queria ter chutado a bola para a frente, justamente onda tava meu adversário. A partir desse erro sempre procuro visualizar o atacante e chutar sempre para onde ele não esteja, mesmo que isso signifique chutar para a lateral ou para escanteio. No aperto, o que vale é tirar a bola de perto do gol.

Vale também uma bronca no zagueiro. Essas enforcadas muitas vezes podem ser resolvidas por um chutão deles. O goleiro Mesa inclusive ficou xingando seu zagueiro após o gol. É claro que ele teve sua parcela de culpa. Ali um chute reto para a frente resolveria. Não é tarefa muito fácil olhar a posição do atacante espantar a bola para o outro lado em frações de segundos. Por isso simule essa jogada nos treinos, para não dar chance para a casualidade.

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