• Fabio Ritter

Nosso eterno estigma

Para aqueles que estão começando, ou pensando em começar, na posição de goleiro, vale muito ler esse post. No clássico de ontem entre Botafogo e São Paulo, tivemos um exemplo clássico do que é ser goleiro e das consequências que esta escolha nos traz.

Quem vê o placar final do jogo, 2 a 2, mal sabe o que ocorreu durante a partida. Nela, um Botafogo soberano reinava até os 20 minutos do segundo tempo. Aqui, um despretensioso chute de fora da área fez tudo mudar. O goleiro Renan, que vinha muito bem na partida, rebotou para frente uma entrada rasteira frontal. Na sequência, o são-paulino Henrique descontou a partida. Partida essa que aos 45 minutos da etapa final foi decidida pelo veterano Rivaldo empatando em 2 a 2.

Direto e reto quem foi apontado como responsável direto pela reação são-paulina foi o goleiro Renan. Afinal de contas foi a partir do erro dele que tudo começou. Assim os críticos, fria e impiedosamente, definem uma partida, um campeonato, uma carreira.


Agora vamos voltar a fita aos 15 minutos da segunda etapa. Quando o Botafogo vencia por 2 a 0 a partida poderia ter sido definida em 3 a 0. No entanto, o atacante Loco Abreu errou um gol incrível. Um gol que até minha vó fazia. Um gol imperdível.

Apesar disso tudo, não vejo alguém que irá culpar Abreu pelo empate nesta partida. Afinal ele fez 2 gols e de nada importa as diversas defesas que Renan fez evitando outros gols são-paulinos. É assim que os goleiros são e serão sempre tratados. Esse é o nosso estigma. Quem não quiser aceitar que peça para sair!

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