• Fabio Ritter

Nunca vi nada igual


Depois de colocar o post sobre o problema da encaixada argentina, ontem fui surpreendido com mais um problema dos seus goleiros. Verdade seja dita, um problema específico ao goleiro do Boca, Javier García.

O arqueiro argentino saiu chorando de campo, após ser substituído por ter falhado no gol do Tigre de abertura do placar. A falha, bem menor que a da outra partida, mostrou a falta de confiança do goleiro que ao invés de ir em direção a bola no cruzamento feito pela sua direita, exitou e ficou esperando ela chegar em suas mão. Assim, o centroavante adversário, Lázaro, antecipou e cabeceou no gol.

Até aí nada de mais. Uma falha faz parte do jogo, faz parte do esporte, faz parte da vida. Mas o goleiro, talvez por ser reincidente, não se conteve e desabou em choro. A TV mostrou de perto seu rosto extremamente abatido.

O treinador do Boca, Carlos Ischia, percebeu o descontrole emocional do goleiro e o retirou de campo. Algo inédito, pelo menos nos últimos tempos, no futebol.

No jornal Zero Hora, de hoje, Renan, goleiro do Valencia, também comenta que nunca tinha visto algo parecido. Falou que o goleiro deve ser o mais equilibrado do time e tem de passar confiança aos seus companheiros.

A falha, como disse, faz parte do futebol e cabe ao profissional, ao amador, a quem seja, entender o porque errou, levantar a cabeça e seguir em frente. O lance não voltará mais. Apenas o próximo lance poderá redimir o goleiro. E mesma que ele venha a falhar novamente, isso também é inerente ao esporte.

Controle emocional é mais uma característica extremamente importante a ser trabalhada com todos para evitar o que vimos ontem. Força García.

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