• Fabio Ritter

Que fase


Meu post de hoje não poderia ser outro que não a brilhante, a irreparável, a estupenda, a incontestável atuação de um incontestável goleiro chamado Júlio César. Se hoje o imperador é Adriano (apesar da fase), Júlio César parece que faz relembrar o passado de seu nome e vai dominando a meta da seleção brasileira como há muito tempo venho falando aqui no blog.

Dono de uma das melhores performances no momento do futebol mundial, se não a melhor, Júlio fechou o gol ontem diante do Equador. Nem mesmo o gol de empate, aos 44 minutos do segundo tempo ofuscou a sequência de milagres operados pelo carioca criado nas categorias de base do Flamengo.

Tirando a técnica de firmeza, a qual ainda acho que Júlio pode melhorar, o goleiro brasileiro encontra-se muito bem em todos os outros fundamentos. Suas saídas pelos altos estão, e sempre estiveram, muito acuradas. O goleiro acerta muito bem o tempo de bola e sai com autoridade, seja de soco ou com firmeza. Lembro de um Sul-Americano sub-17, acho que em 1995, que o goleiro já chamava a minha atenção pelas saídas de gol muito fora da zona de conforto, perto da marca penal.

A técnica dele que mais chama atenção é a velocidade de reação. Nos dois lances mais impressionantes da partida, o goleiro fez defesas à distâncias muito curtas. Primeiro no lance da falta que ele deu rebote e defendeu com os pés na sequência um chute a menos de 10 metros. Depois no lance do gol, quando o goleiro defendeu um chute cara a cara, espalmando com extrema agilidade. Júlio César ainda mostra muita elasticidade nas quedas laterais rasteiras e meia altura. Mesmo naqueles chutes que parece que o goleiro não vai chegar ele usa toda a sua estatura e estica os braços tocando com as pontas dos dedos e espantando o perigo.

Dessa forma, o cardápio está completo e faz Júlio César, o verdadeiro imperador da atualidade, se credenciar a ser o melhor goleiro do mundo em 2009. Sorte nossa brasileiros.

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