• Fabio Ritter

Renovando aos poucos


Dunga foi enfático na sua primeira convocação na volta ao comando da seleção brasileira. Disse que renovaria, mas mesclando jovens jogadores com experientes. No gol, foi exatamente isso que fez. Chamou o experiente Jefferson, de 31 anos, que recém disputou a Copa do Mundo, além do jovem Rafael Cabral, de 24 anos, destaque do Napoli, da Itália.

Não sei se eu iria para o mesmo caminho. Aqui de fora sempre é mais fácil opinar. Mas talvez eu chamaria além de Rafael, o também jovem Neto, da Fiorentina, com 25 anos. Seria a chance de preparar goleiros para as próximas duas copas.

Jefferson é um baita goleiro, mas chegará na Rússia com 35 anos. Não que essa idade seja um problema para um goleiro, pois estamos carecas de ver grandes nomes com essa idade. Por outro lado, ela também não é uma garantia de que o atleta estará na sua melhor forma. Vimos nesta última Copa, por exemplo, que Júlio César, exatamente com 35 anos, não chegou no seu melhor momento.


De toda forma, ao menos a chamada de Rafael Cabral é valida num momento que necessitamos de renovação. Jogar na Europa sempre é um diferencial para qualquer atleta. Inclusive hoje mesmo Rafael jogou uma partida de Champions League, empatando em 1 a 1 com o Athletic Bilbao, em casa. Uma experiência que poucos goleiros do Brasil terão.

Rafael acho um nome com grande chances de chegar na Rússia em 2018. É muito técnico, tem boa saída de gol, é vencedor, pois já ganhou Copa do Brasil e Libertadores, e já foi testado no nível mais alto de competições.

Por fim, vale sempre lembrar que Rafael tem o aval do mestre Taffarel. Foi ele quem indicou o goleiro para Dunga. Ao menos de padrinho, o goleiro do Napoli está muito bem indicado.

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